Quarta-feira, Novembro 28, 2007

Marketing Político x Marketing Eleitoral

Mudamos!

Estamos agora nowww.abramente.com.

Olá pessoal!

Esta semana tivemos uma aula na faculdade que falava, entre outros assuntos, sobre o Marketing Político.

O professor iniciou falando sobre Marketing Político e Marketing Eleitoral. Nesse slide da aula mencionou que Marketing Político e Marketing Eleitoral são sinônimos, então pensei comigo, será mesmo? Após algumas horas de pesquisa cheguei à conclusão de que a diferença (por incrível que pareça) é que um tem conceitos bem definidos, o outro não.

Nem mesmo os especialistas na área conseguem ter uma definição clara para o Marketing Político, os conceitos são na maioria controversos. O mesmo não ocorre com o Marketing Eleitoral. Encontrei uma citação do Pacheco (Pacheco, 1994) que fala o seguinte: “Voto é marketing, o resto é política”.

O que dá pra entender disso é que o voto, ou melhor, o processo eleitoral, tem muitos pontos em comum com o mercado de bens de consumo e serviços. O que há de comum? A existência do mercado e do produto.

Logicamente são contextos distintos, mas a idéia é a mesma. No processo eleitoral nosso produto é o político com suas idéias e propostas, o mercado é o eleitor, simples assim. Poderíamos dizer então que praticamente todo o mix de Marketing seria aplicado também no campo eleitoral.

Os desafios obviamente são diferentes. O prazo da campanha é curto e a opinião das pessoas muda muito facilmente a cada novo evento, seja uma publicação de pesquisa de intenção de voto, seja algum fato negativo descoberto na carreira do candidato.

O Marketing Pessoal também é aplicado durante as campanhas, pois o candidato precisa ser uma representação visual das idéias que defende e da imagem que quer vender aos eleitores.

Antes de me aprofundar no assunto considerava que a origem do Marketing Eleitoral seria na política, hoje vejo que não passa de uma área de aplicação do Marketing contemporâneo. No “fritar” dos ovos, mais uma vez o profissional de Marketing trabalha as variáveis para se adequar ao que o mercado pede.

Analogia que representa muito bem essa idéia é aquela do surfista que parece dominar as ondas. Na verdade o que ocorre é sua adaptação às variações impostas pelas ondas do oceano, que não pode ser controlado.

Legal, gostei de falar desse assunto, pena que acaba ficando muito extenso para colocar no blog, mas acho que deu para esclarecer algumas dúvidas e talvez gerar outras... hehe.

No próximo post estou pensando em falar sobre comportamento do cliente. Como é um assunto que rende, vou ter que pesquisar com calma um tópico interessante para o blog.

Até o futuro!

5 comentários:

Melissa disse...

Essa confusão entre Marketing Político e Marketing Eleitoral existe porque Política é algo muuuito diferente do que se pratica hoje. E os 'marketeiros' mancham o Marketing. Bom post Ivan!

Abraço.

Andre Praeiro disse...

Muito bom o post.

Bem, talvez possa até ser bobagem o que vou dizer, mas creio que o marketing político, que no texto ficou sem definição clara, seja aplicado após o período eleitoral. Esse tipo de marketing seria aquele em que o político eleito realiza para exercer o seu mandato de forma satisfatória. Por exemplo, se a pessoa foi eleita para execer o seu mandato no poder legislativo, ele precisa ter um marketing político para que as suas idéias, propostas e acordos sejam aprovadas pelo parlamento. A pessoa representate do poder executivo, precisa ter um planejamento para que o parlamento aprove suas decisões. Nesses casos, muda-se o produto e o mercado, que pode ser visto da seguinte forma: O produto é representado pelas propostas e o mercado é representado pelos legisladores. Essa seria minha visão de marketing político.

Ivan L. Seibel disse...

E aí André, blz? Vamos ver se consigo clarear a coisa...

Na verdade o Marketing Político seria uma "manutenção" da imagem do político ou do seu partido fora do período eleitoral, ou, independente do período eleitoral.

Vemos muito isso na forma de espaços publicitários contratados por prefeitos, deputados, governadores, etc., no inuito de darem visibilidade às suas ações, olhando para futuras candidaturas.

O Marketing Político também é usado no Brasil como um anti-marketing, como quando vemos partidos fazendo declarações em rádio e televisão sobre fraudes, negociatas e esquemas de corrupção, com o intuito de abalar a imagem dos seus opositores.

Poderia ainda dizer que o Marketing Político, no geral, tem o mesmo objetivo do Marketing Eleitoral, promover o candidato, com a diferença de que o Político é praticado todos os dias, o Eleitoral exclusivamente com a finalidade de eleger o candidado no corrente pleito.

Abraços e obrigado pelo post.

Zampa disse...

Fala Gaúcho!

Posso dar uma espetada?

Vc disse: "nosso produto é o político com suas idéias e propostas, o mercado é o eleitor, simples assim"

Vou colocar minha opinião anárquica, pois não podia deixar de fazê-la:

No meu conceito o produto é o eleitor e o mercado são os políticos. Tudo é uma questão de quem compra quem, seja com cesta básica, troca de favores ou qualquer outra coisa.
Não acredito no modelo político atual nem que haja solução pro que temos hoje.
Isso é só a ponta do iceberg.

Falando nisso, quem já sente saudade da CPMF? É só questão de tempo:
http://odia.terra.com.br/brasil/htm/na_conta_da_classe_media_143291.asp

Pra variar desviei do assunto pra mostrar minha opinião, mas não tem jeito né... vc apresentou um conceito muito romântico. Pena que não funciona como gostaríamos.

Um abraço!!

Ivan L. Seibel disse...

Falae Felipe, blz!

Olha só, eu nem acho que seu ponto de vista é anárquico, você expôs o reflexo da política no Brasil da atualidade (será que é só da atualidade?).

Eu só não faria a inversão que fez quanto ao mercado e ao produto, vou justificar.

A essência do Marketing é a troca, logo, se tenho algo para oferecer (meus serviços como deputado, por exemplo), preciso motivá-lo a comprar. No caso a parte "nem tão democrática" e totalmente ilegal é que a motivação pode ser a compra do voto.

Só que a partir daí, como você mesmo já disse, partimos para uma outra esfera, o profissional de Marketing não tem nada a ver com isso (estou considerando os profissionais de verdade). Ele vai aplicar o mix de Marketing para vender a imagem do político e, dentre os recursos do mix, não há nada apelativo como a compra de votos.

De qualquer forma, sei que é um assunto polêmico e a tua opinião é muito válida, seria bom se os brasileiros acordassem pra isso.

Obrigado pelo post e até o futuro!